Essa publicação interativa tem origem em um projeto de pesquisa científica apoiado pela FAPERJ e iniciado em 2021 denominado “Centro Pi / Visgraf - IMPA: um lócus de experimentação para realidade expandida em espaços midiáticos compartilhados”, aprovado no âmbito do edital público da FAPERJ para apoio de ações integradas de inovação em instituições de ciência tecnologia.
A ideia desse projeto nasceu a partir de discussões com pesquisadores de instituições diversas sobre tecnologias de visualização emergentes potencializadas e difundidas a partir da pandemia de COVID 19, período da história em que utilizamos diferentes plataformas para comunicação virtual. Em 2021, cedido pelo Instituto Nacional de Tecnologia, através do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação, tive a oportunidade de coordenar a implantação e criação do Centro de Matemática Aplicada no Instituto de Matemática Pura e Aplicada - IMPA, também conhecido como “Centro Pi”.
No IMPA, junto com o Professor Luiz Velho, pesquisador líder do laboratório VISGRAF, já tínhamos desenvolvido pesquisas bem sucedidas utilizando Realidade Virtual (RV) e Realidade Aumentada (RA) com pesquisadores de outras instituições de pesquisa sediadas no Rio de Janeiro como o Egiptólogo do Museu Nacional, Dr. Antônio Brancaglion Junior (in memorian) no Projeto V-Horus, trabalho colaborativo realizado por uma equipe multidisciplinar, composta por designers, matemáticos, arqueólogos, bioarqueólogos e historiadores com o objetivo de criar experiências digitais a partir do acervo egípcio do Museu Nacional do Rio de Janeiro.
A partir dessa e de outras experiências utilizando tecnologias diversas, decidimos então elaborar esse projeto aqui apresentado junto com dois outros colaboradores de longa data em projetos de pesquisa: O coordenador do Laboratório de Processamento de Imagem Digital – LAPID, do Museu Nacional da UFRJ, Professor Sergio Alex Kugland de Azevedo e o Médico Pesquisador do Grupo DASA que divide comigo a coordenação do laboratório BIODESIGN da PUC-Rio, Dr. Heron Werner.
A publicação conta também com diversos colaboradores do meio acadêmico relatando experimentos técnicos bem como material teórico sobre o conceito e o estado da arte das tecnologias 3D e de visualização.

Além do V-Horus, na área de patrimônio cultural, valem destacar experiencias anteriores ao projeto na área de visualização em RV, como a experiencia do laboratório VISGRAF na pesquisa e desenvolvimento do projeto “The Tempest”, prova de conceito baseada na peça de Shakespeare, bem como as pioneiras aplicações de RV em medicina fetal , apresentadas pelo laboratório BIODESIGN da PUC-Rio em conferências cientificas e divulgadas em mídias diversas no Brasil e no exterior.

O projeto que apresentamos a seguir visou a combinação de tecnologias de realidade expandida (XR) em três linhas de pesquisa complementares e de grande importância no contexto sócio-econômico do Rio de Janeiro: a área de áudio visual, a área de medicina e a área de patrimônio histórico e cultural que serão apresentadas em formato de experimentos realizados com acesso interativo por QR Code.

Esperamos que a leitura e os links interativos possam auxiliar em um maior entendimento do uso e nas possibilidades de aplicações em campos diversos da ciência.